Olhos orientais

Os orientais possuem algumas diferenças em relação aos olhos dos ocidentais.

A inserção do músculo reto superior é mais baixa na pele palpebral. Devido a isso, os pacientes orientais possuem uma altura da prega supra tarsal diferente. Cinquenta por cento destes pacientes não apresentam esta prega.

Somado a isso, a órbita óssea é mais rasa, as bolsas de gordura são mais slaientes na pálpebra e os cilios nascem para baixo, parecendo mais curtos.

Todas estas características são responsáveis pelo olho menor e mais “inchados”.
Algumas patologias oculares são mais comuns nos orientais, como:

1) Glaucoma de Ângulo Fechado:
Neste tipo, o espaço existente entre a córnea e a íris destes pacientes é mais estreito do que o normal e o humor aquoso (líquido produzido pelo olho) não consegue ser drenado, aumentando subitamente a pressão intraocular.

Os sintomas são: turvação visual, visão de halor coloridos, dor intensa ocular e de cabeça acompanhada de náuseas e vômitos.

O tratamento é reduzir imediatamente a pressão intraocular com colírios, medicamentos via oral ( Diamox) e venosa (Manitol) e após controlados, realizamos iridotomia à laser em ambos os olhos para evitar a recidiva.

2) Doença de Behcet:
É uma vasculite sistêmica (inflamação dos vasos sanguíneos de pequeno calibre). É uma patologia crônica, auto-imune.

Os sintomas em pele e mucosas são: aftas dolorosas recorrentes, foliculite, lesões parecidas com acne.
Os sintomas genitais são: úlceras genitais recorrentes.
Os sintomas reumatológicos são: artrite, principalmente de joelhos.
O envolvimento ocular consiste na uveíte, podendo variar entre iridociclite aguda não granulomatosa (inflamação da íris e corpo ciliar), com hipópio ou inflamação dos vasos da retina (vasculite).
Os sintomas visuais são: turvação, moscas volantes, dor e vermelhidão.

Deve ser tratado imediatamente com corticóides e imunossupressores para evitar a perda visual.

3) Síndrome de Vogt Koyanagi Harada:
É uma doença autoimune, multissitêmica e não tem causa definida.
Ela causa a inflamação de tecidos que contêm melanócitos como a úvea (região dos olhos), os ouvidos e meninges.

Esta patologia pode causar alterações na pele, olhos (inflamação da úvea e descolamento de retina) e cérebro.

Os sintomas neurológicos são: meningite causando dor de cabeça e rigidez depescoço e convulsões.

Os sintomas auditivos são: vertigem e surdez.
As alterações dermatológias são: perda de cabelo localizada e vitiligo.
As alterações oculares são: uveíte anterior e posterior e descolamento de retina (ocasionando olho vermelho, dor e perda de visão).

O tratamento costuma ser corticóide em altas doses para evitar a perda visual.
Consulte seu Oftalmologista para exame de rotina.

Dr. Daniel Kamlot (CRM: 137622-SP, RQE: 37044)

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